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Das 8h30 às 21h00 - De 2ª a 6ª Feira
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Núcleo da Dislexia e outras Dificuldades de Aprendizagem

1. Campo de Intervenção

O Núcleo da Dislexia e de outras Dificuldades de Aprendizagem é o núcleo do CADIn especializado na avaliação e apoio pedagógico de crianças com Dislexia. A Dislexia é uma Dificuldade de Aprendizagem Específica da Leitura, que impossibilita os alunos de descodificarem, lerem fluentemente e compreenderem palavras e/ou textos. Para além da dislexia existem ainda outras dificuldades de aprendizagem específicas, nomeadamente da escrita (disgrafia e disortografia), e do cálculo (discalculia), igualmente alvo da nossa intervenção.

As dificuldades que estes alunos apresentam podem não só afectar áreas específicas como a leitura e escrita, como levar ao insucesso escolar em todas as restantes. Pode ainda interferir com actividades do quotidiano que envolvem a leitura, a escrita e/ou o cálculo e, consequentemente trazer consequências a nível comportamental e emocional. Devido a este facto e acrescendo a elevada percentagem destes alunos que apresentam co-morbilidades com outras perturbações do desenvolvimento, os técnicos deste núcleo têm competências para intervir nas dificuldades de aprendizagem específicas enquadrando igualmente os aspectos emocionais, comportamentais, da socialização e da organização e métodos de estudo, entre outras áreas.

 

2. Elementos / Composição do núcleo

O núcleo é composto por oito elementos com formações iniciais variadas, tornando assim o trabalho em equipa mais enriquecedor e multidisciplinar. Cada elemento do núcleo, tem ainda uma especialização derivada de interesses específicos, tal como vem discriminado na Tabela abaixo:

 

Nome da Técnica

Formação Inicial

Áreas de especialização ou de interesse particular

Ângela Botelho

Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Licenciada em Ciências Psicológicas

Dificuldades de aprendizagem específicas na matemática - Discalculia

Carla Cohen

Psicóloga Educacional

Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Dificuldades de aprendizagem específicas na matemática, discalculia

Métodos e hábitos de estudo

Tecnologias de apoio

Carolina Champalimaud

Psicóloga Clínica

Problemas emocionais e comportamentais

Métodos e hábitos de estudo

Leonor Ribeiro

Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Dificuldades de aprendizagem específicas da escrita - disgrafia, disortografia

Competências sociais

Educação cognitiva

Rita Catalão

Psicóloga Educacional

Dificuldades de aprendizagem específicas na leitura (dislexia)

Orientação escolar

Problemas emocionais

Sílvia Lapa

Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Pré-requisitos para as aprendizagens

Tecnologias de apoio

Susana Mateus

Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação

Dificuldades de aprendizagem específica da leitura e da escrita (disortografia)

Co-morbilidade com Síndrome de Asperger e PHDA.

Tânia Capaz

Professora de Ensino Especial

Dificuldades de aprendizagem na matemática (discalculia)

Outras Necessidades educativas especiais (Deficiência Mental)

Para além destes elementos do núcleo, contamos com a colaboração de alguns especialistas da área das Dificuldades de Aprendizagem Específicas, convidados no sentido de participarem em Projectos de Investigação e de consultoria clínica.

  

3. Funcionamento interno do núcleo

O núcleo reúne-se semanalmente para discussão de casos, tratar de assuntos internos e partilhar materiais ou artigos científicos. Para além destas reuniões semanais, existem ainda reuniões mensais com médicos do CADIn, para discussão de casos e de projectos de investigação.

Para o melhor funcionamento do núcleo, encontram-se distribuídas algumas tarefas pelos diversos elementos, nomeadamente a passagem de casos de avaliação e de intervenção, organização de congressos, entre outras.

 

4.Protocolos de Avaliação e de Intervenção

4.1. Avaliação

A avaliação psicopedagógica habitualmente é pedida pelo médico, professor(es) ou pelos pais da criança.

O processo de avaliação implica a recolha de informação sobre a criança, através da observação directa da mesma, da aplicação de testes e provas de avaliação e de levantamento de informação junto de fontes próximas da criança, relevantes no contexto familiar e escolar. De seguida, são apresentados e explicados aos pais os resultados, assim como as recomendações para um plano de tratamento apropriado.

 

A avaliação é constituída pelos seguintes momentos: Entrevista aos pais; Avaliação cognitiva e comportamental-emocional; Avaliação pedagógica.

O tempo médio de avaliação é de cerca de 5 horas, repartidas em dois ou três momentos distintos de acordo com a idade e resistência à fadiga da criança/jovem em causa. Tendo em conta que se pretende obter a melhor amostra de desempenho possível os momentos de avaliação são realizados preferencialmente no horário da manhã.

 

  • Avaliação Cognitiva, Comportamental-Emocional - consiste na aplicação por um psicólogo, de um teste individual  de inteligência estandardizado (Escala de Inteligência de Wechsler), constituído por subtestes verbais e de realização, cada um deles avaliando aspectos diferentes da inteligência geral. A análise dos resultados permite determinar a qualidade do potencial da criança, representados por índices como Quociente de Inteligência (QI), QI Verbal, QI de Realização, e restantes aptidões intelectuais. É ainda efectuado o despiste de problemas comportamentais e emocionais, por intermédio de entrevista, observação directa e preenchimento de questionários.
  • Avaliação Pedagógica - consiste na aplicação de bateria de testes que avaliam: os Pré-requisitos da aprendizagem; Linguagem Oral; Descodificação, Fluência e Compreensão da Leitura; Caligrafia, Ortografia e Expressão Escrita, Cálculo e Conceitos matemáticos, e ainda Métodos e Hábitos de Estudo. A análise dos resultados permite determinar a qualidade do desempenho da criança relativamente a um conjunto de aptidões pedagógicas. Esta avaliação pode ser efectuada pelo psicólogo, técnico superior de educação especial e reabilitação (TSEER) ou professor do ensino especial.

 

Após a avaliação estar completa os técnicos envolvidos no processo reúnem-se para a análise dos resultados e procederem à elaboração do relatório. É então agendada uma reunião com os pais para discussão do diagnóstico apontado e abordagem dos recursos disponíveis na criança, família e comunidade, tendo em vista o plano de recomendações e as necessidades da criança.

 

4.2. Intervenção

O plano de reeducação, elaborado com base nos resultados da avaliação e adaptado a cada criança, no sentido de colmatar as lacunas identificadas, pode incluir as seguintes áreas: Pré-requisitos, Psicomotricidade, Leitura, Escrita, Matemática, Aspectos Comportamentais e Emocionais, e Métodos e Hábitos de Estudo.

Ao longo do processo de intervenção pretende-se sempre ter uma parceria com as escolas e todos os profissionais que trabalhem com a criança, bem como fornecer ferramentas à família para que se sinta integrada no processo e dotada de capacidade para lidar com as dificuldades do filho.

Este plano pode ser desenvolvido nas instalações do CADIn, na escola ou em casa.

 

5. Que outros serviços são prestados pelo Núcleo?

O Núcleo desenvolve também projectos de Formação (consultar o Relatório de Actividades de 2006/2007 e 2007/2008) e de Investigação. Ao longo do ano lectivo são realizados congressos ou formações de índole prática para técnicos e pais (consultar Plano de Actividades 2008/2009). Existe ainda disponibilidade para realizar formações nas escolas e outras instituições, quando solicitadas (Ver documento com propostas de acções de sensibilização e de formação em escolas).

O núcleo elabora ainda materiais didácticos, os quais podem ser fornecidos a pais ou outros técnicos, quando assim é pertinente.