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Das 9h00 às 17h00 – Sábado
A transição para a idade adulta representa inúmeros desafios, em particular para os jovens com perturbações do desenvolvimento.
Em primeiro lugar, é preciso decidir, com base numa avaliação cuidadosa do perfil de capacidades e dificuldades do jovem, se esta transição deverá ser feita para actividades ocupacionais, formação profissional, ensino superior ou integração profissional apoiada, protegida, ou em mercado aberto.
Se a resposta mais adequada ao perfil do jovem for a formação profissional ou o ensino superior, é preciso ajudá-lo a escolher uma área que corresponda aos seus interesses, aptidões e temperamento.
Depois, espera-se que um jovem adulto saiba:
São muitas exigências! E agravam-se quando o jovem tem necessidades especiais... É uma fase da vida em que todos os jovens devem poder usufruir do apoio dos adultos, da família e, por vezes, de profissionais de saúde e reabilitação. É o caso dos jovens com Perturbações do Desenvolvimento.
O Núcleo de Intervenção Sócio Profissional surge no CADIn, como forma de dar resposta às necessidades específicas de transição e coping na idade adulta, de pessoas com Perturbações do Desenvolvimento. As actividades propostas são baseadas no perfil individual do jovem e têm em conta as suas preferências e interesses. A família assume também um papel fundamental no estabelecimento do projecto de vida do jovem.
O Núcleo de Intervenção Sócio Profissional tem como principais objectivos:
Transição para a Vida Adulta
O Núcleo de Intervenção Sócio Profissional adaptou um programa de intervenção, do original Access Course do Prospects da National Austistic Society (Reino Unido) para desenvolvimento de competências de autonomia na transição para a idade adulta. Este programa destina-se a jovens com Perturbações do Desenvolvimento, em particular o Síndrome de Asperger e a Deficiência Mental Ligeira, em fase de transição da escola para formação ou integração profissional. No Programa de Transição, são utilizadas técnicas comportamentais e cognitivas para desenvolver as seguintes áreas:
Quando o jovem está profissionalmente integrado ou em via de integração e pretende expor a sua deficiência ao empregador e solicitar ajustamentos no seu posto de trabalho, a equipa do N.I.S.P. pode actuar:
Intervenção na Perturbação de Défice de Atenção no Adulto
A perturbação de défice de atenção é a designação usada para descrever um problema crónico de desatenção que perturba o funcionamento no estudo, no trabalho e nas relações familiares e sociais. Cada vez mais rapazes e raparigas, homens e mulheres são diagnosticados com esta perturbação. Contudo, o que está a aumentar não é o número de pessoas com problemas de desatenção, mas sim o número de pessoas que reconhecem as suas dificuldades como sintomas de uma perturbação tratável que ocorre tanto nos homens como nas mulheres, tanto nas crianças como nos adolescentes e adultos. Estas pessoas existiram em todas as gerações. Contudo, eram provavelmente interpretadas como pouco capazes, preguiçosas, imaturas ou desmotivadas. Actualmente, a desatenção é encarada como uma disfunção nas funções executivas do cérebro. Estas funções constituem o sistema de gestão das operações cognitivas. São responsáveis pela activação, controlo e integração das funções mentais como a memória, atenção, a descodificação, o planeamento, etc. As funções executivas podem ser comparadas à administração de uma empresa. A empresa (cérebro) está dividida em departamentos (funções mentais) que podem funcionar na perfeição, mas que não atingem o seu objectivo se não existir uma administração (funções executivas) que coordena os esforços dos vários departamentos, controla os custos de cada um e estabelece objectivos e prioridades.
Vários estudos demonstraram que estas disfunções ocorrem em vários membros da família e estão relacionadas com factores genéticos que têm impacto em sistemas neurotransmissores específicos.
A transição para a idade adulta representa inúmeros desafios às funções executivas do cérebro: gerir o tempo, o dinheiro e, por vezes, um lar; organizar o estudo; procurar e manter um emprego; moderar uso de substâncias; obter cuidados médicos; fazer e manter relacionamentos, entre outros. Assim, é nesta fase de forte apelo às funções executivas do cérebro, que muitos jovens e adultos com PDAH poderão enfrentar dificuldades mais flagrantes e incapacitantes, recorrendo a avaliações médicas das quais resultam o diagnóstico de Perturbação de Défice de Atenção. A terapêutica de primeira linha no tratamento da PDA é farmacológica. Contudo, as particularidades da PDA no adulto tornam a psicoterapia um componente fundamental do tratamento.
A terapia tem dois objectivos essenciais:
As áreas prioritárias de intervenção cognitiva e comportamental na PDAH no adulto são: